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já é quase meio do ano. ano que eu achei que seria mais fácil que o anterior. conheci gente nova. legais, nem tão legais... gente de uma noite só. gente de algumas noites a mais... dos mais variados defeitos e das mais variadas qualidades. mas, sério: gente confusa demais, assim, mais que eu, tá além das minhas possibilidades de compreensão. um dia te trata, outro te des-trata ou nem trata... me enche de preguiça. e olha que já abri mão da profundidade há tempos... mas não gosto dessa esquizofrenia. do caos logo após a curva. tenho tanta coisa pra resolver. pra decidir. não posso perder tempo com a porra-louquice alheia. daí eu finjo que entendi. pra simplificar. e vou saindo de fininho. porque de boba, eu só tenho a estampa. pode apostar.
Escrito por marina de castro às 14h08
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é o cu da cobra!
há um tempo atrás quando me envolvi com um cabra mais velho, fui na mulher das cartas e ela foi categórica: - zinfia, chega numa certa idade e a mulher tá sozinha, é por opção. mas se o homem até x idade, por mió que seja a capa, tá sozinho,fica com ele, e zinfia descobre porque. na época não entendi bem o que ela tava falando. mas me bastou uns kms a mais rodados para que eu me lembrasse dela. você pensa que realmente encontrou um homem, não importa a natureza do lance: vuco-vuco, tico-tico no fubá, careta ou free... você relaxa porque pensa: sim! eu encontrei um homem! então, dê no que dê, não vai dar merda. porque estarei livre dos joguinhos, dos desencontros de desentendimentos, livre das explicações, das interpretações ridículas e escolares das minhas reações e não-reações... do temperamental-juvenil: hoje ele te manda mil mensagens, amanhã não responde um ponto e vírgula que vc escrever... e eis que a gente dá com os burros n'água. você tenta entender o cara. tenta ser uma companhia agradável. não deixa ele no vácuo quando te escreve, tenta compreender o corpo mais velho que o seu... dá suas bolas fora, porque também é ser humano... e?... fo-da-se. lembrou da mulher das cartas, zinfia? agora, descansa... você chegou do hospital. te picaram os braços, enfiaram seu nariz numa máquina que ficava peidando um ar que ao mesmo tempo que te salvava, te ensopava as fuça, e o melhor: o mundo tá em movimento. numa dança constante não só de quadris e renovação de quadris... mas de pensamentos e reflexões que voltam como um estilingue mal atirado no nariz, quando o tempo realmente passa ou rola a ausência definitiva de algo. e a mulher das cartas, hoje tão presente, arrematou sua consulta dizendo o seguinte: - zinfia, com todo respeito, se vossuncê, gozou, quem saiu no lucro foi você. se ele gozou, quem vai sair perdendo é ele. homi custa a intendê o que é atidude pequena e adolescente. deixe uma moeda quando sair. e foi a moeda mis bem paga de todos os tempos.... juro.
Escrito por marina de castro às 17h04
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chica bolacha
há um tempo atrás eu conheci um cara. tinha "cara" e jeito de cafajeste. daqueles que a gente adora fingir que: comigo não violão! me permiti uma pá de coisa, fincada na desculpa REAL das experiências anteriores. tipo a Scarlett O'Hara: jamais (escolhe a frase de feito que melhor combina com o contexto) e vai em frente sem olhar pra trás. a respeito desse daí: teve bom. daí veio um outro. e estava tudo correndo normal. até a primeira pataguada. meio que sem entender e ao mesmo tempo entendo tudo perfeitamente bem, lá fui eu pagar de Scarlett novamente. não durou dias e eu logo logo me desautorizei da promessa. e me autorizei pagar de chica bolacha. em nome do meu bel prazer. e a respeito desse ultimo cara aí: teve bom também. acho que prefiro a "chica bolacha" à Scarlett. uma questão de conveniência. rá.
Escrito por marina de castro às 18h19
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sobre o rio e o afeto
o rio corre sempre. mas não corre igual. e embora a gente pense que está vendo as mesmas águas, acho que vale a pena lembrar que elas são outras. e que o olhar é traiçoeiro. porque queremos. por que convém. porque qualquer coisa. sou fã daquilo que me desafia. com ou sem dor. porque me tira da minha zona de conforto. e cá entre nós, zona de conforto é algo tão imaginário... banal até... a faxina minuciosa no afeto, faz-se necessária. conhecer alguém, partir pra algo novo e deixar o passado tranbordar, é fazer mal uso dele. sim, porque eu acredito que o passado tenha de fazer parte. não pra nos fazer faltar com a coragem, mas pra nos encorajar. quem caminha o rabo espicha. sei que fundi os ditados e juro que não foi pejorativo. havia numa cidade onde morei e tinhal uma porca. gorda, imensa, cheia de tetas. uma porca cor-de-rosa que desfilava com seus pequenos passinhos pela cidade, solta como qualquer pedestre. todos os dias ela passava em nossa calçada. era uma época em que ficávamos boa parte do dia por ali, vendo a rua. então era comum ver a porca passar. e embora a olhos nus o seu rabinho parecesse sempre do mesmo tamnho, seus passeios e tudo o mais que ela olhava, deve sim, tê-lo feito crescer. mas essa "sensibilidade", é algo que não necessariamente precisa ser ostentada. porque alimenta o encanto, todo encanto que existe dentro da gente e que a gente, se quiser e com quem quiser, pode usar. honestamente. no futuro do pretérito é onde se conjulgam os desejos.
Escrito por marina de castro às 19h35
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fantasia
de tanto segredo que fiz de mim, acabei por me tornar óbvia, clara e transparente. invisível. meus desejos, meus gostos. estão mais expostos no meu rosto do que se eu os tivesse declarado. não quero piedade, não quero favor. quero solidariedade, identificação. é por isso que eu não confesso, que eu não peço e não imploro. simplesmente espero.
e com o fim do carnaval, penduro num canto único, a fantasia de mim mesma.
Escrito por marina de castro às 19h29
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tubo de ensaio
quem me conhece de perto, tece lá as suas teorias sobre meu comportamento. e isso é importante pra mim. acreditem. os gestos diversos, distintos, e até mesmo os não-gestos a mim direcionados, me são igualmente importantes. porque, por mais que só a gente saiba das nossas cores e dores, uma opinião sincera, é sempre uma opinião bem-vinda. ainda que crua e nua.
acerca de alguns anos pra cá, coisas duras aconteceram e vem acontecendo. e com quem não? eu sei. não tenho o costume de olhar com meu umbigo.
aos olhos de alguns, meu choro e desgosto, pode parecer vitimismo. minha gargalhada, vaidade. mas eu não quero controlar isso. nem posso. nem poderia se quero cultivar bons amigos.
ultimamente, tenho chegado à conclusão de que preciso me livrar de uma culpabilidade estranha, sob a qual me submeto desde nem sei quando. achei esse texto em meio as minhas leituras, e me identifiquei com ele demasiado. compartilho:
Às vezes me sinto uma estrangeira como se minha arma não fosse a palavra. É que trago em mim uma poção mais letal que qualquer tapa na cara. Meu sangue é vermelho de um vermelho perverso e maldito e meu surto é um susto acostumada que estou aos sobressaltos do corpo. Mas não há dor nem arrependimentos apenas dias em que me observo como lâmina a cortar o espelho onde já me admirei e hoje não me reconheço. Estou com prazo de validade vencido como vencida está a minha tolerância aos preconceitos e à ignorância humanas. Mas quando me defronto com estas tiranias sem o peso da vaidade consigo ultrapassar os limites da carne e viver além do fim.
de Adriana Monteiro de Barros
Escrito por marina de castro às 19h27
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e nesses tempos que teimam em me puxar pelo calcanhar, descubro pessoas lindas. um companheiro de cigarro pras minhas horas cansadas. divertido e doce. até o que é avacalhado nele é bonito. harmoniza com minha maluquice. vasculho um olhar com meus dedos por entre seus cabelos. admirável amigo novo, que já devia brincar em mim desde sempre.
Escrito por marina de castro às 10h52
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adorável anônemo
conversando com uma amiga sobre meu "adorável anônemo", que anda com afinco no meu face e no meu blog, ela disse sem cerimônia: - gata, pessoas imbecis fazem parte. siga em frente.
Escrito por marina de castro às 20h40
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ui!
essa semana fui trabalhar em Atibaia. ao passar pelo pedágio (eu estava de carona), uma moça esbanjou tanta "simpatia", que achei que ela tava de gracejo com meu amigo. que surpresa a minha, quando de repente, ela me cantou. na lata. direta, acertiva, original. pena que eu não saberia o que fazer com um par de peitos que não fosse o meu. porque a moça foi criativa pra caramba. deu de dez em muito macho que conheço. lembrei da minha amiga Mariana Furquim, que ontem me disse o seguinte: -"as mulheres vão dominar o mundo"! apertem os cintos homaiada...
Escrito por marina de castro às 15h26
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para você, com amor...
querida, é tão difícil se manter são. eu acho! rs... e quando digo são, penso numa dosesinha só de sanidade. porque um copo cheio dela, acredite, é utopia. o mundo dos afetos é caleidoscopiano. multiforme, multicor, multi-alegre, multi-dor. e a merda toda é que em relação ao outro, a gente pode muito pouco, ou quase nada. sendo assim, entenda e aceite que o aprendizado é partilhado. você cresce, ele ganha com isso. ele cresce, vc ganha também. e por aí vai. o mar não é sempre calmo. e nem é sempre tormenta. desistir, é quase sempre o caminho mais simples. tentar, às vezes, dá um cansaço diabólico. mas e daí? seremos colecionadoras de desistências? ah, não, minha querida... de-fi-ti-va-men-te. encarar as coisas de frente, arde. modificar um troço aqui, outro acolá, arde. porra! pimenta arde, mas faz a maior falta num acarajé, num chilli... sabe, ninguém salva a lavoura de ninguém... o máximo que ocorre, é se acertar... e isso pode ser mais trabalhoso que passar esfregão em chão de terra batida. re-inventar o beijo, os carinhos... re-inventar o próprio corpo, o sexo. não é pra "carqué" um. é pra quem só desiste depois de tentar tudinho da silva. é como um jogo de tabuleiro, você anda uma casa, volta duas, pula três. perde uma jogada, anda pra trás, quatro pra frente. o importante é não parar de jogar nunca. é saber olhar-se por dentro. é reconhecer cada pedacinho de progresso que o outro faz em prol da proposta de estar junto. saca? tipo, pedir uma bebida e descobrir que tem um gosto delicioso. alter ego à parte, a generosidade faz-necessária. e se de todo, a vaca for pro brejo, você sairá da história melhor do que entrou. e muito provavelmente, mais gosotosa.
Escrito por marina de castro às 21h02
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sou pára-raio de malucos. em sua grande maioria, gostosos. bem gostosos. lembrei de um fulano que depois de dias de sexo delicioso soltou a pérola: -"meu pai de santo disse que você será um problema". - ma, oe? perguntei meio sem entender... -"é". disse ele meio sem coragem de repetir a profecia. - estou sendo um problema agora? -"não". - então, terminemos isso daqui sem pressa e depois você procura uma encruza. mas, por hora, apenas cale a boca e continue. aconteceu, gente. #juropordeus.
Escrito por marina de castro às 07h20
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reconheço fácil esses caras de uma noite só. gosto deles. principalmente se me divertirem.
Escrito por marina de castro às 07h13
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a vida se movimenta estranhamente. eu sempre me esfolei pra entender... mas tem hora que dá uma preguiça! aff... amanhã tenho visita agendada no inss e confesso todo meu nervosismo. inevitável. ainda mais quando não se tem o apoio esperado de quem a gente acredita que está por perto. quanta bobagem... às vezes me pergunto em que planeta eu vivo. acho que nunca latejou em mim uma vontade tão grande de desistência... colocar a viola no saco e zás! pernas pra que te quero. faz falta. sinto muita falta... queria ter o dom de ser egoísta. sim, porque tenho aprendido que o egoísmo pode ser uma virtude. ligar o foda-se pro outro e se preocupar com suas provas, seu trabalho, seus amigos... e guardar toda amizade pra quem julga merecedor dela. um dia inda chego lá. ou mudo meu afeto de endereço.
Escrito por marina de castro às 22h11
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kendysse, quem?
a vida sempre guarda uma surpresinha boa. assim, pra gente desembrulhar bem no momento da precisão. recebi um pacote com ar oriental... apesar dos olhos puxados e cor de jabuticaba, arrisco dizer ser mais ocidental. pois, prefere a dobradinha ao sashimi. (ele quem disse...) tão boa a prosa, que me desincorporou do frio da cidade cã. (sou eu quem digo... se for preciso, eu repito.)
Escrito por marina de castro às 17h28
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Nat e Xis
é difícil entender porque passamos por certos momentos em nossa vida. nada parece combinar. fazer sentido. e me pergunto se meu senso de justiça se tranformou numa bússula enlouquecida... sei que o que vou dizer agora é muito clichê, mas é nos momentos difíceis que se descobrem os amigos verdadeiros. problemas e dores, se carrega só. é fato. mas, é tão bom saber que temos com quem compartilhar determinadas coisas... de tudo, eu escuto. e das mais diversas bocas: "vai passar. é um período de transformação. etc"... acho mesmo que no final das contas, somos que nem caramujo: não importa onde quer que estejamos: carregaremos sempre a nossa "casinha" nas costas. momentos de alívio é quando se pode sentar na calçada pra respirar um pouco, pegar um sopro de vento na cara e olhar pras pessoas queridas ao lado. a tal "casinha", fica até mais leve. o ajuntamento de sensações a serem exteriorizadas ou interiorizadas. com ou sem respostas, a gente segue. porque nada é fácil quando profundo. mas o movimento existe. e a vida dança uma ciranda, uma valsa, um samba, um ponto. a casinha, nas costas e os olhos de Nat e Xis pra lembrar.
Escrito por marina de castro às 20h04
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