odes mínimas


ele. o dos cabelos côr de mel...

engraçado como temos que prever tempo, em nosso dia-a-dia, pra coisas básicas, como comer, dormir…
mas é que agora, eu tenho mais o que fazer!
sim. a lista das coisas acima, fazem parte e nos são absolutamente necessárias.
mas, necessário pra mim, no momento, é estar com ele.
ele: que tem os cabelos da mesma cor dos olhos.
ele: que me faz rir à toa. sonhar acordada.
a coisa tá acontecendo. e não sobrevivo ao meu dia com qualidade,
se ele não passa alguns minutos comigo.
coisa de paixão recente? não sei. o tempo não é metido à dar respostas?
pois que ele responda. e que a derradeira coincida com o que sinto agora. porque é bom. é bom e eu desejo que dure.
eu não me contenho.
estou gritando minha felicidade aos sete ventos...

Escrito por marina de castro às 19h55
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




mas seus olhos castanhos. é, lygia...

tempo, tempo, tempo...
é o senhor das horas, e às vezes tenta
em vão, ser também o senhor dos sentimentos.
do que eu sei, é que se estivesse por perto agora,
decerto eu beijaria seu ombro.
porque com o tempo, nem tudo se desfaz...
não preciso mais que o espaço de uma piscada pra
puxar da memória seu sorriso, o meu, o meu e o seu
confundidos nalguma besteira que já falamos juntas.
nalguma bebida que destilou a gente...
amigas. e isso é fato.
pra todo sempre, consumado.
com ou sem amém.

Escrito por marina de castro às 14h40
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




ele e eu, augustamente...

por entre as cortinas da minha janela,
vejo você, vezenquando...
com toda dança que lhe podia ser cabida.
presença de indiscutível leveza.
pratico todo meu apego... e curto a culpa saborosa
de lhe querer muito e muito bem.
agora mais perto. porque é bem assim, quando se está longe.
seguro firme na barra da sua calça.
ou me diluo, disfarçadamente, entre as crinas do seu arco.
e nada disso acontece por acaso.
então, te escrevo.

Escrito por marina de castro às 13h54
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




a poética do desassossego.
não a do Pessoa.
mas a instituída em mim.
um auto-debocheche na tentativa
de inibir uma iminente impotência.
estou chovendo.
e tremendo de frio.
essa minha incapacidade de trocar
de amor toda semana...

Escrito por marina de castro às 19h33
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




é inútil pensar que se sai ileso de uma
própria escolha.
das escolhas dos outros, por vezes, até
acontece da gente se safar. mas das nossas,
não tem coré-coré.
eu sinto como se estivesse vazando de dentro
de mim mesma.
acho que estou rindo ao contrário.
urge fazer uma pausa pro cigarro.
numa tentativa de não-pensar...
não-estar...

Escrito por marina de castro às 18h39
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




lembrei de um livro que li há algum tempo:
"Os sentidos da Paixão".
na verdade, é uma série de ensaios sobre o assunto.
apaixonar-se é como se manter em estado de reserva.
para algo ou alguém.
deve ser por isso que quando dá errado, frustra-nos.
é como se a gente se mantivesse naquele estado de reserva
pra nada.
hoje me atormenta uma "mea culpa"...

Escrito por marina de castro às 18h26
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




...eu continuo cada vez mais confirmando o que me ensinaram certas situações que melhor e mais originariamente me fizeram me desencantar com os homens: essa espécie não presta. obrigada, meu deus, pela minha não grata esperteza!quero e ambiciono um dia a coragem de plantar arrozes. já crio gatas, o que é um imenso avanço. um dia serei sábia ao ponto de ser muda.

Escrito por marina de castro às 16h34
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




elizeu

o tempo é de delicadeza.
perto dele, espaço não existe.
não existe porque o espaço é ele.
dele. nele. ele.
fiz um acordo com a novidade:
pedi que ela não envelhecesse nunca...
daí você será pra sempre, irresistível.
e do que ficou pra trás?
eu tenho pelo menos 30 beijos pra lhe dar...

Escrito por marina de castro às 12h15
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




apoena...

Eu não tenho cabelos vermelhos e o meu vestido não é amarelo. Eu sou só uma menina invisível, deitada na grama invisível que a moça que não sabia desenhar, não desenhou. Aquele é o menino que eu não lhe falei. Ele sempre está preso num único instante; o instante em que o moço que sabia desenhar, o desenhou.

Escrito por marina de castro às 15h37
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




ele olha pra mim e ri, o filho da puta...

sinto o homem respirar pelo meu lençol...
seu corpo quente me arrepia todos os pêlos.
e seu cheiro se mistura com o cheiro do vinho
e me embriaga.
passo a língua pelo seu pescoço, mordo de leve
seu peito e feito um gato, passo minha cabeça
pela sua barriga.
o homem me aperta e enfia a mão entre as minhas pernas.
o indicador no meu clitóris...
ele quer me ver gozar.
uma sequência de gemidos altos e me molhei dos meus líquidos
e também dos líquidos dele.
ele olha pra mim e ri, o filho da puta...

Escrito por marina de castro às 13h18
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




ai, são paulo! o eterno problema dos cartões postais...

abandonada, mas em companhia de algumas garrafas.
uma cachaça vagabunda.
as não cores da cidade e sua música infernal.
o tempo se enche de si mesmo.
a aflição e a delícia de não saber.
a espera do por vir.
qual?
não há resposta. há o fato.
me esfolo, mas nada aleija meus desejos e sonhos...
porque o medo enferruja as rodas.
e eu me conto histórias, quando durmo sozinha...

Escrito por marina de castro às 00h40
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




entre a sensação e o fato...

nós dois jogados na cama, completamente sem roupa...
estivera a alma dormindo pra ceder o lugar pro instinto?
o depois que o diga! ou simplesmente, não diga.
coito não interrompido.
a vantagem do gozo.
a sorte do corpo e o azar do afeto.
foi assim... e pasmei com o corpo todo.

Escrito por marina de castro às 00h35
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




você veio, entrou e olhou por debaixo do meu vestido.
acreditou que poderia gostar de estar ali.
entre um gole e outro de qualquer bebida, fez as mãos conferirem onde é que ia entrar.
ficou surdo no assunto e na combinança que só fez sentido pra mim.
não tivesse sido a foda tão boa, apesar de você ter gozado rápido, eu até arriscaria dizer que foi tudo impressão minha. invenção e vontade da minha cabeça.
e o engraçado é que eu vou embora um pouco a cada orgasmo seu.
quando deveria acontecer exatamente o contrário.
uma pena. mas, é.

Escrito por marina de castro às 22h49
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




conversa de msn...

ele: tu não consegue viver sem homem...

eu: homem? o que é homem, mesmo?

ele: aquela coisa que abre lata e goza rápido.

eu: lembrei! ai, que delícia...



Escrito por marina de castro às 16h29
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




trilha sonora de filme pornô é gemido.
e quem disse que gemido não é música?
uma dança maluca de quadril, e a gente assistindo
sem piscar, aquilo tudo.
com vontades que nem sabíamos bem de quê.
mas existia. e, por vezes, durava muito mais que
três minutos...


Escrito por marina de castro às 08h23
[   ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


 
Histórico
Outros sites
  arara teresa
  chuvaplastica
  misson
  maroca
  sr. palito
Votação
  Dê uma nota para meu blog