odes mínimas


... depois

e depois das festas de fim de ano, promessas, celebrações, peru, pernil, lentilhas, sal grosso,
bebidas, choros e risos... o novo ano escancara na nossa frente novos caminhos, além dos antigos.

eu sempre sinto um friozinho na barriga no mês de janeiro. pra mim, sempre foi inevitável. acho que de certa forma,
eu sempre sonho com janeiro e com o auge do verão durante todo o ano. não que eu não curta nem aproveite o carnaval que fevereiros trazem de brinde,
os ventos de abril, as pseudo-férias de julho, os "desgostos" de agosto (rs...), e setembro, outubro, novembro... ops! dezembro de novo! 
vocês me entendem, né?

e se em dezembro a gente pensa: - chegamos a mais um fim... deve ser por isso que me agradam tanto os janeiros.

muito embora certas coisas não tenham fim quando se tem amigos. amigos assim, feito vocês - dessa minha especial "lista"- que me mandam mensagens engraçadas, animadoras, implicantes, briguentas até (e faz parte de qualquer amizade que pretende durar muito e muito tempo), preocupadas, inquisidoras, amorosas, poéticas. amigos que mandam também afeto, carinho, preocupação, desejos, ambições, repreensões, orgulho, amores, culpas, ânimo, alucinações e concretudes. 

eu sou muito agradecida à vocês. eu sou muito agradecida pela história que tenho junto à cada um de vocês. elas me compõem. me colorem. me moldam. me fazem. histórias tão diferentes: antigas, recentes, suaves, ardidas... com música, sem música. com pausa, initerruptas...

eu desejo à vocês tanta coisa boa, que sei lá! desejo que tenham tempo de ouvir cd's, de botar em dia os dvd's... desejo que finalmente deslanchem no inglês, no francês, no mandarim... que seus olhos brilhem ao rasgar o papel dos presentes que receberem... que viagem  pra Paris, Barcelona ou Nova York,
pras alguma praia do nordeste.

desejo que todos raspem os pratos - e que tenha sempre algo muito bom e gostoso neles.

desejo que vocês sejam pacientes com meus e-mails ridículos: por vezes completamente açucarados e noutras, completamente ácidos, devido à essa minha personalidade "pentapolar" maluquecida desde o nascimento.

desejo que perdoem de coração meus incontáveis defeitos e que não se esqueçam que feito o "Rei", eu tenho o amor maior do mundo.
acima de tudo, desejo que vocês não desapareçam nunca, de dentro de mim.



Escrito por marina de castro às 16h37
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boa sorte

a gente é a nossa própria hitória.

fato. e da mesma forma que defendo a identidade, ser o que se é

por essência, creio nas possibilidaes de mudança e transformação pessoal

naquilo que não tá legal pra gente.

muitas situações difíceis nos são impostas vida afora. se estabelecem e sua existência não

depende do nosso querer. o que se muda então? talvez, o nosso comportamento diante daquilo.

num exercício doído de generosidade, considerar o outro lado da moeda, livre de julgamentos.

mas é claro: isso passa por nós. por dentro de nós. e isso pode dificultar que a gente olhe e acreite

em possibilidades diferentes e atue nessa perspectiva.

o que passa por nós, do nosso lado de dentro, nos expõe forçosamente as nossas esterilidades e limitações.

eu entedi e, de certa forma, eu sabia que estava andando em campo minado quando compartilhei esse meu

pensamento com  um amigo. não enendeu que estava sendo completamente entendido e respeitado em todas as suas

questões. que as minhas palavras e itenção era apenas pensar junto: se está ruim, que tal tentar isso, e aquilo?

mas as certezas absolutas são traiçoeiras e falsas companheiras. se engessando nelas e aproveitando o primeiro

desentendimeto, com o dedo em riste, me apontou e me atribuiu adjetivos que me vestiram de vilã egoísta e concretaram

o alicerce do seu pedestal.

descartou todo um pequenino pra trás  um possível por vir. se equivocou em relação a mim, não percebeu que eu estava ali

pra dividir dificuldades e no momento em que me atribuiu erroneamente uma "necessiade de auto-afirmação", peferiu não perceber

que esse foi seu papel principal. e que se auto-afirmar foi a máxima dele muito bem desenhada nos seus gestos.

gestos/atitudes: sempre muito mais reveladores que as palavras.

quem não dá conta do conflito, se arma e julga. nunca se liberta. nem se disponibiliza. e constrói a perigosa vocação de pre-conceituar

quem te cerca e o seu entorno. nao percebe e nem desfruta do bem. pois está ocupado demais em decidir o que é certo e errado.

se eu sinto muito? sinto sim. porque desejei pra ele, desde o início, tudo de bom.

e continuo desejando.



Escrito por marina de castro às 22h21
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reta de chegar?

nas minhas notas de anteontem, o movimento de uma vida toda
desenhado. várias cores. várias formas. vários risos e várias dores.

todo ritmo é música. danço meus passos e sigo. nem sempre consigo.
mas sempre comigo.

por vezes tenho a nítida sensação de que meu corpo é cheio de olhos, espalhados
por todos os cantos... e é justamente nesse momento que a percepção do tipo: quem será
essa pessoa? (não importa quem...)
se empina em mim feito pipa ziguezagueando no céu.
fiz excelentes amigos assim. isso não significa caminho sem curvas... nunca acreditei em perfeição.
porque até na mais bela escultura de Claudel, dava pra ver todo seu sangue. e perfeito pra mim, não inclui
sofrimento. sem romantizar esses dois conceitos: perfeição e sofrimento. mas não sei se conseguirei.
enfim...(mas corpo também poder ser todo boca, todo mãos, todo língua, todo ouvidos, todo mudo, falante
ou surdo... todo corpo. com o que é e não é matéria.)

mundo "muderno", globalizado, cada um no seu quadrado e milhões de rostos e gostos (porque não,
des-gostos...) espalhados por todos os lados. redes sociais.... será que é um fenômeno tão
distinto assim da nossa vã imaginação, ou da imaginação das pessoas de antigamente que nutriam em
suas mentes a imagem do príncipe encantado.... que tentavam descobrir o rosto do marido arranjado, ou que
simplesmente "agigantavam" qualidades de professores ou quaisquer pessoas que admirassem?

sei lá.

mas já pensou se as percepções da gente fosse escudos impenetráveis? bom, aí, acho que não seriam chamadas
e nem exercidas como "percepções". vezes certas, vezes erradas....  retas, ou vezes completamente tortas...
na verdade é o que menos importa.

e seu pisar na poça? o que é que tem? afinal, a rua é por onde se passa.

talvez eu não pise na sua calçada e nem você na minha. talvez nem nunca atravessemos a mesma avenida juntos, com
o simples propósito de tomar um café e falar banalidades.

o quero dizer é que não faz mal. bem vindas sejam todas as percepções que se avultam e me permitem, no mínimo, o exercício
do meu olhar. minha jangada já está no mar. me atento aos movimentos, aos cheiros, ao vento, a lua, ao sol...
"reta de chegar", pra mim, será pra sempre, travessia.



Escrito por marina de castro às 11h38
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tolerância

"s.f. Disposição de admitir, nos outros, modos de pensar, de agir e de sentir diferentes dos nossos:

na vida social, a virtude mais útil é a tolerância." segundo dicionário on line.

hoje eu escutei: vc faz coisas que não tolero. não tolerar, ou tolerar, é um direito indiscutível.

no contexto geral todo da coisa, eu realmente não tinha razão. fui responsável pelo leite derramado,

e embora diga o ditado que não adianta chorar, uma vez que já derramou, eu fiquei triste.

se eu for pensar no mundo, na vizinhança, na família, no trabalho, nos amigos, nos relacionamentos, tem

muitas coisas que também não tolero. mas eu sempre fui muito mais otimista (embora intempestiva) que

pessimista. e não deixo de estar no mundo, de ter vizinhos e oferecer-lhes cordialidade, de trabalhar, de visitar

a família, de ter amigos e nem muito menos de amar alguém por deixar a falta de tolerância urrar.

sempre fui de me prender e valorizar muito mais as coisas boas. as já existentes e as potenciais.

é que nem a letra daquele pagode horroroso: "eu andei errado, eu pisei na bola"...

mas e aí? me pontua. eu aprendo rápido. e na mesma intensidade que eu gosto.

minha personalidade é uma mistura muito das "malarrumada" de nelson rodrigues, maysa e pedro

almodòvar. e se estou vivendo uma situação que me des-situa, geralmente isso se potencializa.

conheci um cara, pelo qual inclusive me apaixonei, que tem me mostrado com clareza (e um tantinho de dureza)

o quanto preciso melhorar nesse sentido. e ó, gente... vou contar uma coisa: eu tenho tentado. muito. tem sido

triste e bom. esse cara não tem noção de como eu gosto dele.

é engraçado essas coisas de quando vc gosta realmente de alguém, a coragem que te dá de olhar pros seus cantos

mais escuros. eu tenho olhado. não é me anular, deixar de ser quem eu sou, até porque isso eu nem conseguiria.

mas é me melhorar mesmo... confesso que estar longe, dificulta um pouco esse processo pra mim.

porque se a gente tá junto e vê que o outro vai escorregar, a gente dá a mão.

mas se tá longe, a gente escorrega e cai de bunda na cabeça do outro.

a questão é que esses erros, dificuldades, limitações é algo que se busca vencer ou equilibrar a vida inteira.

a gente oscila, vacila, peida na missa... mas pô! é só isso? descruza os braços um pouco, rapaz... recebe o que

de bom eu tenho pra te dar. se vez ou outra eu atravesso o samba, é porque também tenho meus medos, minhas inseguranças,

meus fantasminhas nada-nada camaradas.

eu nunca te faltei com minha compreensão, meu apoio, meu carinho. dá uma olhadinha pra isso quando sobrar um tempinho.

credo, gente! e quando a gente conversava sobre as dificuldades que enfrentaríamos, os sobe-e-desce naturais de qualquer

relação? você se dizia a fim de vencer os sufocos. mas se for jogar tudo fora mesmo, também tem todo direito.

minha mãe sempre me disse que uma moeda tem dois lados. às vezes a gente se esquece disso. é aí que mora o perigo.

foram muito raras as vezes que me aborreci com vc. e quase sempre nem era culpa sua. mas é preciso dar uma piscadela

pro outro lado também. pensar, mesmo estando puto da vida: "pô... pq cargas d'agua" ela fez isso?

e nem precisa concordar com o motivo. tente apenas entender e me "situar" com mais carinho.

tá difícil pra buné ficar longe. entender isso tudo.

mas eu só posso pedir desculpas. honestas, sinceras, sofridas.

e dizer que to me esforçando pra que as coisas fluam do seu jeito.

entenda vc como quiser, e os outros também: que to ficando otária, que to perdendo tempo, yadayada...

eu só te falo é que to ralando pra tornar meu amor mais generoso e menos assombrado por problemas que

na realidade, só pertencem a mim.

 



Escrito por marina de castro às 13h48
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há muito tempo que nem canto e nem componho. na verdade, compor faz

mais tempo que não faço.

daí como ando vivendo uma onda de saudades, percebi que a melhor forma de

me livrar delas, é sentindo-as... até que elas se cansem, se escondam ou se esgotem...

fiz um show aqui em São Paulo, pra mais de 250 crianças num teatro muito bacana.

e ver aquele monte de boquinhas pequenininhas cantando músicas que eu fiz pra elas,

me tranbordou de afeto.

http://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&v=nh8XLmdyQt0&NR=1

 



Escrito por marina de castro às 20h09
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prara aquele de tempos atrás e para esse de dias atrás...

Tenho tua palma na alma da mão
Tenho tua mão no meu corpo, no chão

Na mão e na calma da intuição...

Quero te ver em ter livre e tecer
Teu antes, teu hoje e teu simples viver...

(não tem problema, não é sua hora de entender...)



Escrito por marina de castro às 21h50
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cada pétala de flor, abre no seu tempo, amor...

difícilmente eu posto no Odes, coisas que não são minhas.

mas hoje, meio perdida que estava, ouvi essa música e ela me vestiu

por todos os lados. o que entendo como os meus e também como o dele.

 

Arrête là, menina

Il faut pas forcément s'attacher
Seu amor, hmmm, é tanto
Se não for, você vai se prender
E se for só paixão
Quem se perde é você
Le temps passe vite pour toi
Pra morar num amor que não há
Amor

O amor
Cada, cada, pétala de flor
O amor
Abre no seu tempo, amor
Cada, cada, pétala de flor
Abre no seu tempo, amor

Arrête là, menino
Il faut pas forcément s'engager
Se é amor, oui attends
Se não for, você vai se perder
E se for só razão
Quem se prende é você
Le temps passe vite pour toi
Pra morar num amor que não há
Amor

O amor
Cada, cada, pétala de flor
Abre no seu tempo, amor
O amor
Cada, cada, pétala de flor
O amor
Abre no seu tempo, amor
O amor
O amor
O amor
O amor

Arrête là, menina
Il faut attendre le moment parfait
Um pouco de sol, de ar
Car l'amour prend du temps
Car l'amour prend du temps

Cada, cada, pétala de flor
Abre no seu tempo, amor
O amor
Cada, cada, pétala de flor
O amor
Abre no seu tempo, amor
O amor
Cada, cada, pétala de flor
Abre no seu tempo, amor
O amor
Cada, cada, pétala de flor
Abre no seu tempo, amor

Cibelle

 

 



Escrito por marina de castro às 21h42
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do quentinho que a gente sempre precisa

eu gosto tanto dos meu amigos...

na verdade, eu gosto muito das pessoas... por mais que algumas delas maltratem

os outros e o seu entorno.

eu sempre fui de me dedicar. de viver intensamente e pagar o ônus e o bônus disso.

o momento é delicado. eu olhei pro lado, e num piscar de olhos, não encontrei mais

quem eu achei que fosse encontrar. numa situação bizarra por dias atrás eu ter entregado

a alma pra viver com esse alguém exatamente o que tive de viver sozinha.

mas eu faria tudo de novo. a gente pode e deve brincar nessa vida. mas a vida não é brinquedo

não. nem a nossa, nem a dos outros. mas esse é apenas um post de reflexão. porque só a gente sabe

dos escuros e claros que habitam a gente.

tudo truncado. indeciso. mas eu to longe de perder a valentia.

e sou tão sortuda, tão sortuda, que tá vindo lá das minhas minas um amigo querido.

e querido com tudo que tem direito: nossos altos e baixos, nossos desencontros, discussões.

mas ele vem se fazer presente. e logo agora! Amorim, meu amigo... você me tem.



Escrito por marina de castro às 17h27
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cansar sempre também cansa

eu tenho um amor, muito muito grande.

daqueles que quando começou, eu disse: é um presente.

mas as relações são assim: presentes, fáceis de serem desembrulhados

mas fáceis de quebrar. exigem cuidados de naturezas de várias ordens.

da gente pro outro, da gente pra com a gente mesmo... enfim. é complexo.

altos e baixos... reconhecê-los. não deixá-los passar. esgotar as possibilidades.

potencializar tudo, absolutamente tudo que pode sim, vir a ser bom.

eu escrevo pra você. eu escrevo para repetir tudo que você já sabe: que eu to disposta

a corrigir os erros, a ser cada vez sua cúmplice, sua companheira, sua amiga. entender e respeitar

suas vontades e não-vontades. a passar juntos pelos momentos complicados, como esse de agora.

eu desejo pra gente prosseguimento. porque um acendeu no outro uma chama muito bonita. que vai ter dias

que vai ficar mais fraquinha, vai ter dias que vai ficar mais forte, porque não podemos desconsiderar o fato de que

somos humanos. pensamos, sentimos, agimos, erramos, acertamos de maneiras diferentes muitas vezes.

mas é tão pouco tempo pra desistir... as coisas boas que rolaram, rolaram com tamanha honestidade e tamanha

gostosura que elas não estão no momento de serem esquecidas.

tem muita coisa que quero fazer com você: passear, tirar foto, aguentar o tranco das tempestades, passar natal,

ano novo, ver sua defesa de tese. ver a Dark bombando, ver você conquistando seu espaço como professor.

sinceramente não acho justo que a crise dos 2 meses não seja vivida. em prol lá daquela chama que acendemos um

no outro. ficar junto é dureza, principalmente quando se busca a leveza. mas em nome de todos os nossos momentos intensos e

bonitos, eu queria lutar. eu gostaria que você conhecesse a Marina profissional, a Marina disponível, a Marina do Daniel, a Marina

que quer amar o Daniel como homem, como amigo, companheiro, namorado.

quero que um dia aí qualquer, entre uma bolacha de limão e outra, você pense na gente.

não posso dizer que não me magoei, que não estou triste, pensativa, que não errei... mas tem muita página em branco no nosso caderno.

quero me melhorar ao seu lado. quero ter a oportunidade de te dar o que tá aqui guardado dentro de mim pra você.

eu posso mais. a gente pode mais. li uma coisa, que me lembrou muito esse momento:

"Viver sempre também cansa"

ficar sempre também cansa.
calar sempre também cansa.
dormir sempre também cansa.
esfregar sempre também cansa.
assobiar sempre também cansa.
esticar sempre também cansa.
boiar sempre também cansa.
vir sempre também cansa.
escolher um verbo sempre também cansa.
aceitar sempre também cansa.
escrever qualquer coisa sempre também cansa também cansa.

cansar sempre também cansa.



Escrito por marina de castro às 23h56
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se for preciso eu vou
com meu amor a qualquer buraco
porque amor é interno
e queima mais
que inferno

quem entrou realmente pelo cano?

que responda o tempo.



Escrito por marina de castro às 19h59
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mãe

mãe, eu te amo.

estou inteirinha doendo. de amor, de medo, de solidão.

mas também sou, inteirinha, fé.



Escrito por marina de castro às 19h23
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a tempestade e a bonança

que dia está sendo esse? mas não sei porque me pergunto.

as duas coisas difíceis que me atropelam sem dó nem piedade, eu de certa forma,

já sentia que iam rolar.

incrível como as relações são frágeis... (pelo menos, as não verdadeiras)

e as não verdadeiras são tão mais fáceis de viver...

você não diz como se sente pra não ser julgado. o outro também não, talvez pelo mesmo motivo,

ou outros que a gente desconheça. não importa.

o encantamento é bacana. quem não curte se encantar? mas será que ninguém sabe que existe o depois?

e que o depois implica tempos difíceis... coisas que se sentem diferente e que se a vontade de contruir um amor

de verdade, é preciso encarar as pancadas? encontrar o equilíbrio? horas entender, horas simplesmente relevar?

o que é bonito é desenhado. e até que fique bonito, a gente borra, apaga, faz de novo, se equivoca com as cores... vive. VIVE.

mas, falar que ama, que curte, que gosta é fácil demais... "te amo tanto"... eu, definitivamente, não quero mais ouvir isso. pelo

menos quando dito sem a menor responsabilidade.

difícil é instituir o gesto. aquilo que se faz comprovar o que se diz.

muitas vezes altruísta.

mas o fácil sempre nos seduz. o caminho mais curto. a gozada mais rápida.

e foda-se pra o outro lado. pro que há de vir... pras possibilidades latentes de felicidade sujeitas a

chuvas e trovoadas.

há algum tempo eu decidi não desperdiçar meu afeto. porque corpo e risadas passageiras, são facílimas de dar.

por algum motivo, eu voltei atrás na decisão. entreguei afeto, entendimento, erros, reflexões, força de vontade, gestos...

errei no tempero com a intenção de fazer gostoso. me mostrei. me dei. e achei que valeria a pena falar tudo, tudo. até pra

me botar a par do outro lado da moeda... aprender. isso pra mim, é se relacionar com verdade.

mas eu tomei mais um tombaço. despenquei. mas o legal, é ofereci o melhor de mim. e cabe ao outro aceitar ou não.

um direito indiscutível. assim como o meu de seguir em frente.



Escrito por marina de castro às 19h22
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por mais produtivos que eu tento tornar os meus dias, devo dizer que não tem sido

uma tarefa fácil.

sem um trabalho que me estimule, a coisa emperra.

eu fico mais sensível a pensar bobagens e a acreditar nelas.

mas e os fatos? o que fazer com eles quando eles se escancaram na sua frente sem pudor

e te fazem lembrar: "hummm... eu já vi esse filme..." e embora haja sempre a possibilidade de um final diferente,

não sei o quanto o outro lado está trabalhando pra me mostrar isso.

ser compreensiva, companheira e até um tanto altruísta, foi escolha minha. é preciso generosidade com quem se ama

e aceitar os desafios como aprendizados que aumentarão a qualidade da relação.

mas a interação, (não a física, porque o momento realmente não tem permitido...), mas aquelas outras, que em menos de 2

minutos você consegue mostrar mesmo pro outro que realmente está pensando nele e que o difícil está sendo apenas difícil, tem

diminuído muito.

as pessoas dizem ser a lei natural das coisas e dos relacionamentos. mas eu acredito que se colocar no lugar do outro, pensar em como

o outro deve estar se sentindo, demanda gestos tão simplesinhos e aí um vai alimentando a coragem do outro e se re-descobrindo todo dia

o verdadeiro valor do que se tem e do que todo sentimento sentido junto, pode alcançar.



Escrito por marina de castro às 09h22
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eu gosto tanto desse clima de feiras...

essas mesmo: de bairro, final de semana... a alegria dos vendedores,

as cores e formas das frutas, legumes, verduras, carnes, temperos, comidinhas...

as crianças livres, deslumbradas, correndo... os pais pensando no almoço...

é realmente um clima de afeto.

eu sempre me alimento desse clima e volto pra casa cheia de vontades, de idéias,

de carinhos, de lembranças... e logo hoje, né: dia dos pais!

enfim... acho que encontrei uma delícia na nostalgia. uma jeito "feira" de degustá-la.



Escrito por marina de castro às 20h11
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pra você...

eu desejo que o seu dia seja bonito.

que por mais que as coisas enlouqueçam, você não enlouqueça

junto com elas.

que sobre um tempo escondidinho entre os ponteiros do relógio, em que você

descubra todo seu valor e potencialidades e acredite que seus desejos vão se realizar.

eu desejo que cada momentinho de estresse que você tiver, passe em 5 minutos.

e que se você, por algum motivo, resolver visitar esse blog, tenha a mais absoluta certeza

de que eu te amo, Daniel.



Escrito por marina de castro às 10h00
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