odes mínimas


e nesses tempos que teimam em me puxar pelo calcanhar, descubro

pessoas lindas.

um companheiro de cigarro pras minhas horas cansadas.

divertido e doce.

até o que é avacalhado nele é bonito. harmoniza com minha maluquice.

vasculho um olhar com meus dedos por entre seus cabelos.

admirável amigo novo, que já devia brincar em mim desde sempre.



Escrito por marina de castro às 10h52
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adorável anônemo

conversando com uma amiga sobre meu "adorável anônemo", que anda com afinco

no meu face e no meu blog, ela disse sem cerimônia:


- gata, pessoas imbecis fazem parte. siga em frente.



Escrito por marina de castro às 20h40
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ui!

essa semana fui trabalhar em Atibaia.

ao passar pelo pedágio (eu estava de carona),

uma moça esbanjou tanta "simpatia", que achei que ela tava de gracejo com

meu amigo.

que surpresa a minha, quando de repente, ela me cantou. na lata.

direta, acertiva, original.

pena que eu não saberia o que fazer com um par de peitos que não fosse o meu.

porque a moça foi criativa pra caramba.

deu de dez em muito macho que conheço.

lembrei da minha amiga Mariana Furquim, que ontem me disse o seguinte:

-"as mulheres vão dominar o mundo"!

apertem os cintos homaiada...



Escrito por marina de castro às 15h26
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para você, com amor...

querida,

 

é tão difícil se manter são. eu acho! rs...

e quando digo são, penso numa dosesinha só de sanidade. porque um copo cheio dela,

acredite, é utopia.

o mundo dos afetos é caleidoscopiano. multiforme, multicor, multi-alegre, multi-dor.

e a merda toda é que em relação ao outro, a gente pode muito pouco, ou quase nada.

sendo assim, entenda e aceite que o aprendizado é partilhado.

você cresce, ele ganha com isso.

ele cresce, vc ganha também.

e por aí vai.

o mar não é sempre calmo. e nem é sempre tormenta.

desistir, é quase sempre o caminho mais simples.

tentar, às vezes, dá um cansaço diabólico.

mas e daí? seremos colecionadoras de desistências?

ah, não, minha querida... de-fi-ti-va-men-te.

encarar as coisas de frente, arde.

modificar um troço aqui, outro acolá, arde.

porra! pimenta arde, mas faz a maior falta num acarajé, num chilli...

sabe, ninguém salva a lavoura de ninguém...

o máximo que ocorre, é se acertar...

e isso pode ser mais trabalhoso que passar esfregão em chão de terra batida.

re-inventar o beijo, os carinhos... re-inventar o próprio corpo, o sexo.

não é pra "carqué" um.

é pra quem só desiste depois de tentar tudinho da silva. é como um jogo de tabuleiro, você anda uma casa, volta duas, pula três.

perde uma jogada, anda pra trás, quatro pra frente. o importante é não parar de jogar nunca.

é saber olhar-se por dentro.

é reconhecer cada pedacinho de progresso que o outro faz em prol da proposta de estar junto.

saca? tipo, pedir uma bebida e descobrir que tem um gosto delicioso.

alter ego à parte, a generosidade faz-necessária.

e se de todo, a vaca for pro brejo, você sairá da história melhor do que entrou.

e muito provavelmente, mais gosotosa.



Escrito por marina de castro às 21h02
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sou pára-raio de malucos.

em sua grande maioria, gostosos. bem gostosos.

lembrei de um fulano que depois de dias de sexo delicioso soltou a pérola:

-"meu pai de santo disse que você será um problema".

- ma, oe? perguntei meio sem entender...

-"é". disse ele meio sem coragem de repetir a profecia.

- estou sendo um problema agora?

-"não".

- então, terminemos isso daqui sem pressa e depois você procura uma encruza. mas, por hora,

apenas cale a boca e continue.

aconteceu, gente. #juropordeus.



Escrito por marina de castro às 07h20
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reconheço fácil esses caras de uma noite só.

gosto deles.

principalmente se me divertirem.



Escrito por marina de castro às 07h13
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a vida se movimenta estranhamente.

eu sempre me esfolei pra entender...

mas tem hora que dá uma preguiça!

aff...

amanhã tenho visita agendada no inss e confesso todo

meu nervosismo.

inevitável.

ainda mais quando não se tem o apoio esperado de quem

a gente acredita que está por perto.

quanta bobagem...

às vezes me pergunto em que planeta eu vivo.

acho que nunca latejou em mim uma vontade tão grande

de desistência...

colocar a viola no saco e zás!

pernas pra que te quero.

faz falta. sinto muita falta...

queria ter o dom de ser egoísta.

sim, porque tenho aprendido que o egoísmo pode

ser uma virtude.

ligar o foda-se pro outro e se preocupar com suas provas,

seu trabalho, seus amigos... e guardar toda amizade pra quem

julga merecedor dela.

um dia inda chego lá.

ou mudo meu afeto de endereço.



Escrito por marina de castro às 22h11
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kendysse, quem?

a vida sempre guarda uma surpresinha boa.

assim, pra gente desembrulhar bem no momento

da precisão.

recebi um pacote com ar oriental...

apesar dos olhos puxados e cor de jabuticaba, 

arrisco dizer ser mais ocidental.

pois, prefere a dobradinha ao sashimi.

(ele quem disse...)

tão boa a prosa, que me desincorporou do frio 

da cidade cã.

(sou eu quem digo... se for preciso, eu repito.)



Escrito por marina de castro às 17h28
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Nat e Xis

é difícil entender porque passamos por certos

momentos em nossa vida.

nada parece combinar. fazer sentido.

e me pergunto se meu senso de justiça se 

tranformou numa bússula enlouquecida...

sei que o que vou dizer agora é muito clichê,

mas é nos momentos difíceis que se descobrem os amigos

verdadeiros.

problemas e dores, se carrega só.

é fato.

mas, é tão bom saber que temos com quem compartilhar

determinadas coisas...

de tudo, eu escuto. e das mais diversas bocas:

"vai passar. é um período de transformação. etc"...

acho mesmo que no final das contas, somos que nem caramujo:

não importa onde quer que estejamos: carregaremos sempre a nossa

"casinha" nas costas.

momentos de alívio é quando se pode sentar na calçada pra respirar um

pouco, pegar um sopro de vento na cara e olhar pras pessoas queridas ao lado.

a tal "casinha", fica até mais leve.

o ajuntamento de sensações a serem exteriorizadas ou interiorizadas.

com ou sem respostas, a gente segue.

porque nada é fácil quando profundo.

mas o movimento existe.

e a vida dança uma ciranda, uma valsa, um samba, um ponto. 

a casinha, nas costas e os olhos de Nat e Xis pra lembrar.

 



Escrito por marina de castro às 20h04
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a rapidez das coisas do mundo, me assusta.

às vezes o corpo da gente se curva de tanta memória

e espera.

é um tal de dizer e esquecer...

experimentar e descartar...

mas deve estar tudo certo.

afinal, as pessoas escolhem o que fazer de

suas "coisas".

evoé!



Escrito por marina de castro às 22h11
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o momento não é fácil.

meu olhar tá distorcido, embaçado.

e é claro que a responsabilidade é minha.

o homem é imaginativo no bem e no mal.

se eu sou dona dos meus pensamentos,

quando foi que eu deixei o contrário acontecer?

um encerrar que nunca encerra, mesmo sabendo que 

o ponto final está na ponta dos meus dedos.

com quantos paus se faz uma canoa?

a outra margem do rio está lá.

preciso me ocupar da travessia.

os edifícios e templos, pouco de sagrado têm.

o que importa, é aquilo que fazemos vibrar dentro ou fora deles.

que equalização difícil...

preciso de anti-corpos. 

encarar os aprendizados.

chega dessa água-choca.

de lamentos...

noções subtraídas de um contexto.

mas eu confio na minha capacidade de me alegrar, de ser forte,

e de, sobretudo, amar...



Escrito por marina de castro às 22h29
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verdades e mentiras podem ser irmãs

siamesas.

tudo depende da nossa imaginação.

da qualidade que desenhamos pros nossos momentos

e situações.

voltei de Prudente doente de corpo e feliz de alma.

porque sinto que estou me livrando daquela falta suja de oxigênio dos

aquários de peixes domesticados.

me percebi grávida de uma insônia fêmea apaixonada por um homem, pela

vida, pela música que vem de mim e do outro.

os toques sutis, hoje tenho a consciência de não tranformá-las em terremotos.

vivo. danço. me ofereço em energia e amor.

porque a gente recebe exatamente aquilo que sai da gente.

PS: nos próximos dias, desconsiderem minha sinusite. pura corisa inflamada

é o que tem saído. eca! :-)

ando empenhada a acompanhar o ritmo da realidade que se apresenta tão cheia de linhas,

curvas, cores, contradições.

vivo.

pois é a própria vida quem cicatriza. com arnica ou boemia.

quero transformar o que não sei, em delícia pura.



Escrito por marina de castro às 23h52
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minha semana terminou ontem,nas saias

coloridas das pombas-gira.

não. não sou perigosa e nem macumbeira.

agora estou num quarto de hotel, esperando por uma

semana boa.

o tempo sempre traz o bálsamo de novos sentidos.

apesar das dores, dos desencontros,dos desentendimentos.

mas como é difícil lidar com a diferença...

não existe lugar e nem pessoa no mundo capaz de te oferecer paz.

existem as energias equivocadas, é fato.

mas tá tudo dentro da gente.

procuro não evitar a roda, o movimento...

quem respeita, pratica a aceitação.

mas também distorce as coisas às vezes.

por querência,arrogância, ou pelo simples fato de não

saber lidar.

e eu que mal sei lidar comigo mesma, faço um esforço enorme

pra entender o outro. hora por fuga, hora por generosidade, hora

por pura burrice mesmo.

quem é capaz de nos acatar nos nossos dilemas?

eu sou capaz?

não sei. mas quero viver e morrer sentindo.

 



Escrito por marina de castro às 21h08
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e a vida não pára de acontecer.

o tempo todo.



Escrito por marina de castro às 19h58
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nem sempre falamos as coisas certas

na hora certa.

mas adianta chorar o leite derramado?

os meus olhos, quanso acordo, são únicos, meus,

e só meus.



Escrito por marina de castro às 19h36
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