odes mínimas


ele olha pra mim e ri, o filho da puta...

sinto o homem respirar pelo meu lençol...
seu corpo quente me arrepia todos os pêlos.
e seu cheiro se mistura com o cheiro do vinho
e me embriaga.
passo a língua pelo seu pescoço, mordo de leve
seu peito e feito um gato, passo minha cabeça
pela sua barriga.
o homem me aperta e enfia a mão entre as minhas pernas.
o indicador no meu clitóris...
ele quer me ver gozar.
uma sequência de gemidos altos e me molhei dos meus líquidos
e também dos líquidos dele.
ele olha pra mim e ri, o filho da puta...

Escrito por marina de castro às 13h18
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ai, são paulo! o eterno problema dos cartões postais...

abandonada, mas em companhia de algumas garrafas.
uma cachaça vagabunda.
as não cores da cidade e sua música infernal.
o tempo se enche de si mesmo.
a aflição e a delícia de não saber.
a espera do por vir.
qual?
não há resposta. há o fato.
me esfolo, mas nada aleija meus desejos e sonhos...
porque o medo enferruja as rodas.
e eu me conto histórias, quando durmo sozinha...

Escrito por marina de castro às 00h40
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entre a sensação e o fato...

nós dois jogados na cama, completamente sem roupa...
estivera a alma dormindo pra ceder o lugar pro instinto?
o depois que o diga! ou simplesmente, não diga.
coito não interrompido.
a vantagem do gozo.
a sorte do corpo e o azar do afeto.
foi assim... e pasmei com o corpo todo.

Escrito por marina de castro às 00h35
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