odes mínimas


a poética do desassossego.
não a do Pessoa.
mas a instituída em mim.
um auto-debocheche na tentativa
de inibir uma iminente impotência.
estou chovendo.
e tremendo de frio.
essa minha incapacidade de trocar
de amor toda semana...

Escrito por marina de castro às 19h33
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é inútil pensar que se sai ileso de uma
própria escolha.
das escolhas dos outros, por vezes, até
acontece da gente se safar. mas das nossas,
não tem coré-coré.
eu sinto como se estivesse vazando de dentro
de mim mesma.
acho que estou rindo ao contrário.
urge fazer uma pausa pro cigarro.
numa tentativa de não-pensar...
não-estar...

Escrito por marina de castro às 18h39
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lembrei de um livro que li há algum tempo:
"Os sentidos da Paixão".
na verdade, é uma série de ensaios sobre o assunto.
apaixonar-se é como se manter em estado de reserva.
para algo ou alguém.
deve ser por isso que quando dá errado, frustra-nos.
é como se a gente se mantivesse naquele estado de reserva
pra nada.
hoje me atormenta uma "mea culpa"...

Escrito por marina de castro às 18h26
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