odes mínimas


mas seus olhos castanhos. é, lygia...

tempo, tempo, tempo...
é o senhor das horas, e às vezes tenta
em vão, ser também o senhor dos sentimentos.
do que eu sei, é que se estivesse por perto agora,
decerto eu beijaria seu ombro.
porque com o tempo, nem tudo se desfaz...
não preciso mais que o espaço de uma piscada pra
puxar da memória seu sorriso, o meu, o meu e o seu
confundidos nalguma besteira que já falamos juntas.
nalguma bebida que destilou a gente...
amigas. e isso é fato.
pra todo sempre, consumado.
com ou sem amém.

Escrito por marina de castro às 14h40
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ele e eu, augustamente...

por entre as cortinas da minha janela,
vejo você, vezenquando...
com toda dança que lhe podia ser cabida.
presença de indiscutível leveza.
pratico todo meu apego... e curto a culpa saborosa
de lhe querer muito e muito bem.
agora mais perto. porque é bem assim, quando se está longe.
seguro firme na barra da sua calça.
ou me diluo, disfarçadamente, entre as crinas do seu arco.
e nada disso acontece por acaso.
então, te escrevo.

Escrito por marina de castro às 13h54
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